“Imagens falam mais que palavras”

Essa é a grande verdade que aprendemos durante nossa formação acadêmica e profissional como designers. Aprendemos a criar conceitos, tratar imagens e ilustrar de forma à transmitir o que pensamos e sentimos em imagens, sem precisar de palavras. Embora isso seja verdade, e imagens, de fato, transmitam muito mais diretamente qualquer informação, não podemos negligenciar a escrita.

A Importância das Palavras

Por acreditar que as imagens são nossa maior ferramenta, acabamos nos esquecendo da importância das palavras. São poucos os designers que sabem e gostam de escrever e esse pode ser mais um diferencial para um bom profissional. Já parou para pensar porquê a maioria das agências são compostas por designers e redatores? Isso representa a importância em pesos praticamente iguais de quem cria a imagem e quem cria a escrita.

Veja o exemplo abaixo, uma forma de apresentar um logotipo à um cliente:

designer-que-escreve-1

E agora compare com a imagem abaixo:

designer-que-escreve-2

Em qual caso você acha que um cliente seria mais convencido?

Imagens + Palavras

Imagens falam mais que palavras, mas podem não falar tudo o que é preciso sobre um projeto, principalmente quando estamos falando de algo subjetivo como um logotipo ou uma ilustração. Como sempre, é preciso saber combinar ferramentas para aprimorar ainda mais as ideias, então por quê não incluir as palavras no portfólio? Não negligencie sua escrita. Seja um designer que escreve e tenha ainda mais sucesso ao apresentar uma proposta de projeto.

Onde a percepção de uma pessoa termina ao analisar uma imagem, a escrita pode ir mais além, fornecendo informações concretas e realistas, mesmo quando se trata de algo conceitual. A escrita permite que o leitor tire suas próprias conclusões e adicione suas emoções e sensações ao objeto analisado. É o caso dos livros, por exemplo. Cada um que lê, cria uma ideia diferente. Já no caso de um filme – que não deixa de ser um projeto de design audiovisual – há pouco espaço para que o expectador contribua com a obra. É preciso saber quando o cliente precisa de um “espaço” próprio para imaginar, ele também, sobre seu projeto.

O designer que escreve sabe quando é hora do cliente criar e quando é hora de ele próprio criar. E sabe também quando pode combinar as duas forças para chegar à um resultado arrebatador e convincente.